
O que fizeram com você, menina? Você costumava sorrir tanto, ser tão alegre, tão doce e tão intensa. Hoje busca em livros, consolo para alma; faz das palavras barreiras entre você e a solidão; usa a poesia para enxugar suas lágrimas. Parece que carrega um peso enorme nas costas, enquanto, amarrado ao seu pé, arrasta o passado e isso que chamam de alma, espírito ou força vital, está em pedaços.
Eu gostaria de te falar que isso vai passar, mas feridas internas não cicatrizam e eu desconheço o tamanho das suas dores. Ah, menina, o que houve com você?
Sabe o que eu percebi? Que eu não sou a mesma garota de antes. Porque ninguém permanece sempre do mesmo jeito, a rotina e o cotidiano te transformam. Me transformou. Mais a essência esta guardada em algum lugar, eu sei disso. Me olho no espelho e me pergunto se eu não queria voltar a ser o que era antes, mais no fim das contas eu gosto do que sou hoje. Porque sabe, eu sou menos tola, menos ingênua talvez, mais direta e mais esperta. Eu gosto de coisas que não gostava e odeio as que amava. Me transformei trocando minhas tirinhas coloridas por seda e renda. Mais será que é o suficiente? Acredito que sempre nada é suficiente. Podemos ser melhores à cada dia que passa, só que a pergunta é: Como fazer isso? Como eu posso me tornar uma pessoa melhor sem deixar de ser eu mesmo? Eu tenho a resposta.. seja você mesmo. Simples não é? Clichê não é? A vida é assim mesmo, um grande lugar, porém cheio de clichês. (re-novada and des-virtuar)
A gente se apega à qualquer coisa quando quer realmente ser feliz. Até um shampoo cheiroso, um programa bobo ou um cachorro balançando um rabinho podem te deixar feliz. Claro, se você quiser. Mas tem gente que quer passar a vida inteira no fundo do poço sofrendo e chorando, então, que seja. Passe. Só tô dizendo que se você quer ser feliz, você é. Você acha a felicidade em qualquer lugar, constrói uma. Você inventa felicidade, nem que passe em alguns minutos. Você é feliz só de achar uma moeda no meio da rua às vezes. O sorriso de um estranho que passa por você também pode te deixar feliz. Meu Deus, o mundo à sua volta pode ser sua felicidade! Você não enxerga, né? Inventa desculpa pra estar por aí chorando pelos cantos. Acha lindo se doer tanto assim, totalmente poético. Mas, meu bem, poesia não traz felicidade. Poesia é ser sempre solitário, triste e doído. Deixa ela pra lá e vai admirar o cachorro abanando o rabinho. Não é poético, mas te faz sorrir. E entre essas duas opções, ultimamente, tô preferindo sorrir. (Iolanda Valentim)
Eu acho que na real, eu me acostumei a sempre que perguntam como estou dizer “tô indo”, mas a questão é: Indo pra onde? Com quem? Em qual direção? Eu não sei. Por força do habito eu já não digo que estou bem, parei de mentir, sabe?! Apenas digo que ‘tô indo’. Shirley G. (r-adioativa.)
“Minha vida se assemelha á uma avenida. Hora movimentada, com sentimentos engarrafados e agitação tumultuada, hora vazia, silenciosa e despovoada. Não sei o que ocasiona essas mudanças repentinas, mas acho improvável que isso venha mudar algum dia. Nasci com esse jeito e a prévia que possuo é que ele me acompanhará ao longo da minha vida. É um paradoxo: minha mutabilidade é imutável. Meu interior é desconhecido até para mim mesma, cada vez o encontro mais desconcertado do que anteriormente. Ás vezes me pergunto se é correto me afirmar dessa maneira tão tortuosa, mas aí estaria mudando mais uma vez e não mudando ao mesmo tempo. E lá se vai outro paradoxo indiscutível. Entendeu? É minhoca demais pra uma cabeça só. Muito emaranhado pra pouco desenlaço. Muitas opções pra quem tem direito á poucas escolhas. Quase impossível decidir que atitude tomar. Aliás, tratando-se de escolhas sou uma indecisa nata e quando enfim escolho, me arrependo. E tratando-se de arrependimentos? Tenho muitos, colecionados, enfileirados no canto mais visível pra que eu possa enfiar em minha mente a maldita lição toda vez que eu lembrá-los. Lembranças? Possuo-as também. Mesmo não preferindo. Preferências? As minhas são retraídas por serem tão julgadas. Julgamentos? Desconheço, prefiro nem opinar. Opiniões? Mudo-as constantemente. Amanhã tudo isso será o inverso pra mim a ponto de eu me tornar irreconhecível para quem deu seu primeiro “olá” a mim hoje. Persisto mudando, seguindo, contra-dizendo a razão. Sintonizando qualquer estação que seja diferente das demais, caminhando entre o caos de mudanças na minha avenida.” — Gabriela L. (T-rapeze)
Depois de um tempo agente começa a não se importar tanto, a não ligar. Aprende a só tratar bem quem te trata bem também. E agente começa a mudar, amadurecer, crescer. O tempo vai passar e quem é verdadeiro vai ficar. Preze quem te faz feliz, e te faz rir. Nos dias de hoje, rir é o melhor remédio. Nós vivemos num mundo que se divide entre as pessoas que magoam e as magoadas. Não existe mais felicidade, não existe mais sorrisos verdadeiros e nem promessas cumpridas. A vida nos dias de hoje, não é mais vivida. (frustradamente)
“As pessoas têm mania de achar que não estamos sofrendo só porque estamos calados. Têm mania de achar que o silêncio significa nosso bem. Essa hipótese não se encaixa comigo. Nunca se encaixou. Eu gosto de sofrer em silêncio, gosto de sorrir falsamente. Sempre achei os sorrisos bem mais bonitos do que as lágrimas. Gosto de esconder para mim o que sinto, por mais que isso seja difícil. Não sou dessas que gosta de espalhar para todos que está triste. Não sou daquelas que vive chorando pelos cantos e rogando pragas em quem fez sofrer. Gosto de seguir em frente, mesmo que de dia eu sorria e que de noite eu chore. Sou um tanto dramática, mas prefiro guardar meu drama comigo mesma. Nem perca seu tempo me perguntando porque sou assim e tentando me entender. Sou um ser complicado. Para falar a verdade, nem eu me entendo ao certo. Acho que ajo mais por instinto. Não gosto de tentar prever o que vai acontecer e dificilmente meço minhas palavras. Não gosto de ser normal, nem de tentar ser quem não sou. Nunca fui dessas. Sempre gostei de ser eu mesma, independentemente das circunstancias. Sabe, eu acho que gosto de mim. Não que eu seja orgulhosa, mas gosto de ser assim, um tanto enigmática. Mas nunca de chamar a atenção, nunca. Devo ser um tipo meio raro nos dias de hoje. É difícil encontrar alguém como eu. Para falar a verdade, nunca me encontrei em outras pessoas. Talvez porque eu seja única. Sim, acho que não há ninguém tão confusa e tão secreta como eu. Ninguém tão diferente como eu. - Larissa C. (expandir-me)
Eu sou uma mistura de quente e frio, azedo e doce, preto e branco, vestido e calça, tênis e salto, bagunça e organização, sol e lua, estrela e o mar, e dos grãos que cercam só mais um em meio a tantos. Eu sou a saudade que restou, sou a agonia, sou a dor, sou a punição de séculos, sou a morte um tanto viva, sou a luz, sou o escuro, sou o seu conforto, sou a discordância, sou a confusão, sou um gesto meigo, sou admirável, um tanto de beleza, uma quebra de espelhos. Eu sou o copo que beija sua boca, sou seu travesseiro e seu cobertor, sou um ser que não existi, posso ser inexplicável e tão simples. Eu sou o tic tac do relógio. Eu sou a resistência, o amor, a paixão, a solidão. Eu sou os cortes nos seus pulsos e os arranhões na suas costas. Sou o riso ou lagrima, sou a turbulência de um furacão, sou um sentimento instantâneo, sou alguém que não é ninguém, sou a inutilidade, sou a repreensão, sou a criança, sou o velho. Eu sou mais do que, eu sou menos do que. Sou idiota, sou retardado, as vezes não me sinto, sou um movimento involuntário. Eu sou o peso, eu sou leve. Eu sou uma presa de liberta, sou um detalhe insignificante, sou uma heroína. Eu sou a aflição. Eu sou a indecisão. Eu sou a visão. Eu sou o mudo. Eu sou os tapas e os abraços. Sou o riso, a lagrima. Eu sou quem nem eu mesma decidi ser, sou a vida que mereci ter. Exílios Calados
Às vezes, penso em você, e em tudo o que vivemos. Geralmente é quando estou sozinha, ou quando deito minha cabeça no travesseiro. Me lembro de todas as promessas e de todas as risadas, me lembro de todos os beijos e abraços; eles estão tão longes agora. Tento torná-los reais em meus pensamentos, nada é como antes. Nos meus sonhos eu te vejo, parece tudo tão verdadeiro, tão lindo; e então o Sol bate no meu rosto e me faz despertar para a realidade, bom, você não existe mais nela.
(Source: maybeibelieve)
Decidi encarar meus medos de frente, não curvei minha cabeça e nem senti-me importuno. Sabe o porquê? Por que o medo existe para testar-nos, para mostrar-nos que conseguimos vencê-lo com bastante luta e fé. E que nada, nem ninguém pode fazer-nos desviar do caminho correto, e se colocarmos em nossas mentes que podemos derrotá-lo, ele será aniquilado. (h-o)